domingo, 14 de outubro de 2012

A fé e outros casos.

Há uma coisa em especifica da qual eu nunca falei aqui: a minha fé. Eu acredito em Deus, no Céu, Jesus, e tudo o mais que a bíblia possa dizer.
Qualquer pessoa que me conheça bem, sabe que cresci a ir a uma igreja, Assembleia de Deus. Posso dizer que sou Cristã Evangélica. Eu não vou por - me aqui a dizer de como gosto de ir á igreja, e como aquilo é fixe, porque não é disso que se trata. É mesmo só de fé. Eu cresci a ensinarem - me certos valores que vêem na bíblia, tais como respeitar os pais, ter tento na língua, não te dês com jugo desigual (traduzindo: não namores rapazes não crentes), fica virgem até ao casamento. Tudo para mim , me parece natural, não complicado, afinal, até mais ou menos ao ano passado cumpri practicamente isto tudo. Filhinha perfeita, pois é, consideravam - me assim. Neguem como quiserem, mas foi assim mesmo que me classificaram. Eu tinha sempre boas notas, excelentes até, estava em boa forma, sorria muito , etc, até o comboio ter descarrilado, neste caso, eu.
E eu já desobedeci tanto a Deus, que já perdi a conta. Não me parece natural falar com ele. Talvez porque dou por mim a pensar: Onde estás? E porque me tiras tudo a que eu um dia já tinha dado valor? Já tive pessoas que me disseram que Deus tira - nos pessoas da nossa vida, porque elas não são as correctas para estar lá. Mas as pessoas que supostamente são correctas, são as que eu quero que saiam. Simplesmente sim. Eu costumava ter duas grandes amigas na minha igreja. Duas pessoas com quem eu podia falar acerca da minha vida, e ter uma resposta minimamente á luz da palavra de Deus, e elas este Verão, foram para França.. para nunca mais voltar. A partir do momento em que iniciei o meu namoro "não cristão", tudo começou a ser diferente para mim. Estava restrita de certas coisas, era e sou pecadora, perante o grupo de jovens da minha igreja. Não tentando apontar o dedo.. mas quem não é? Eu compreendi o porquê de já não estar envolvida ali, porque não estava de coração comprometido, afinal esta apaixonada pelo jugo desigual.
As pessoas pensaram talvez que eu nunca o fosse fazer, porque a minha mãe, crente também, casou com um homem que era o tal jugo desigual. Detesto o casamento deles. A única coisa boa a retirar foram os filhos. Detesto viver nesta casa, é tóxico.
As discussões com a minha mãe agravam - se, assim como as do meu pai. Qualquer comentário que eu faça está errado. Está tudo errado. Estou sempre errada. Eles não fazem ideia, que todas as noites, caio na cama, e choro. E mesmo fazendo a tal oração "rotineira" nunca me sinto melhor, simplesmente durmo, á espera de acordar no dia seguinte, com grandes olheiras. E enfim.
E é aqui que eu pergunto: onde estás Deus?

Eu sou uma pessoa que acredita em Deus, Jesus, Céu. Se eu morresse agora, talvez fosse para o Inferno. E só pelo facto de eu ter dito "talvez" isso significa que iria mesmo para o Inferno. Porque fui burra, porque a minha ligação com Deus foi - se. A partir do momento em que o vi a tirar tudo de mim, a partir do momento em que hoje tenho mais vontade de morrer que nunca. O suicídio nunca me passou pela cabeça, porque sei que não iria acabar com o meu sofrimento. Seria uma eternidade de tortura no Inferno.
Por isso, cada vez que alguém se suicida, e eu sei, tenho a certeza absoluta que o plano de "vamos acabar com o meu sofrimento", para além de falhar, foi fazer ainda pior.
Sim, eu acredito nisto tudo, no entanto não o estou a seguir. Não me considero capaz de seguir a Deus, nem o mereço... Mas apesar disso, é só Deus mesmo que conhece verdadeiramente o que se passa na minha vida, disso tenho a certeza? Será que ele vai continuar a assistir?

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