terça-feira, 28 de agosto de 2012

Um novo acordar..

O despertador toca, e ela tenta encontrá - lo por debaixo dos lençois. E continua a tocar e a tocar, até que ela o agarra, e desliga, seguido de um suspiro . "A noite passa demasiado depressa" - pensa ela desconsolado. O nome dela era Sofia, e ela era uma pessoa indecisa, chorosa, e neste momento insegura. Quando outrora era uma pessoa confiante, e sempre com um sorriso na cara. Mas desta vez não, os acordares dela eram tão.. tão monótonos. Parecia que aquela "pessoa", aquele de quem ela se recusava a falar lhe tinha tirado a alegria, lhe tinha tirado tudo. E a cada dia que passava ela sentia - se mais estúpida e mais burra. E a cada dia que passava ela sentia cada vez mais que a comida era uma batalha a ser travada, sentia - se feia, inutil. E sentia que não tinha ninguém a quem recorrer. Sim , ela tinha posto todas as suas esperanças e sonhos em alguém que acabou por ir, sem aviso, sem piedade. E agora ela estava lá, rodeada de gente, mas sempre com saudades de uma parte dela, que tinha morrido para sempre. E ela sabia que era mesmo para sempre, porque quando acaba de vez, o coração morre por segundos. O mundo cai, e ouve - se cacos , a deslizarem para o chão, em forma de lágrimas. O problema de se ter o coração partido, é que o mundo não pára para o consertarmos como deve de ser. E assim, ela teve de se apressar, para a sua nova vida, para uma vida de acordar e não se sentir viva. Para aquela vida onde todos perguntam: estás bem ? E ela só diz: sim, estou. Mas sem dizer a verdade, claro.

Sem comentários:

Enviar um comentário